Leituras: Ezequiel
47,1-2.8-9.12; Salmo 45; 1Coríntios 33,9c-11.16-17. João 2,13-22.
DEDICAÇÃO
DA BASÍLICA SÃO JOÃO DE LATRÃO
Purificando
o templo
A cena de Jesus
purificando o templo é assustadora. Até os humildes foram tocados, mas
com menos força. Ele amava o templo, coração da fé do povo. Tinha zelo pela
casa do Pai, com diz a Escritura: “O zelo por tua casa me consumirá” (Sl
69,10). O povo era explorado no templo que se transformou em uma casa de
comércio onde se vendiam os animais para os sacrifícios e trocavam as moedas
pela moeda do templo. Esta era pura para ser usada mas também explorada. Jesus
faz uma profecia sobre o templo que vai ser destruído e Ele, Messias de Deus,
será o novo templo. Nele encontramos Deus. Na Ressurreição Jesus toma o lugar
deixando fora todas as outras mediações para o encontro com Deus. As
comunidades, simbolizadas pelas igrejas, têm que ser sempre purificadas de
todos os males que prejudicam o povo e o relacionamento com Deus. O culto deve
ser de doação, de disponibilidade e de serviço humilde, como é o Corpo de
Cristo Ressuscitado.
Nascente
das águas
A leitura de Ezequiel nos mostra a água que
nasce do templo e aumenta purificando, dando fertilidade e vida. Representa a
presença do Senhor no meio do povo. Jesus é a água viva. De seu peito aberto
pela lança sai a água e o sangue. Mata nossa sede de Deus e nos alimenta com
seu sangue que é vida. A celebração da benção e dedicação da primeira igreja da
cristandade leva-nos a fazer memória de nossas comunidades e das pessoas que
foram nossos pais na fé. Anima-nos a purificar nossas comunidades e celebrações
de tudo o que é impuro, como a falta de amor, a ganância de dinheiro e poder e
a exploração do povo. Elas devem ser sinal da Ressurreição. É tempo de
purificação.
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